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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Materiais, materiais e materiais - o que diabos eu preciso???

Bom, agora que já sabemos nos prevenir (mesmo assim já tô vendo alguns cortando os dedos fora...), vamos aos materiais mais usados.

Em primeiro lugar: FERRAMENTAS


Para alguns olhar as ferramentas é como olhar uma mesa de cirurgia.





Para outros, um show de horrores.




Na verdade, são ferramentas bastante simples.

As ferramentas normalmente usadas são:


  1. estilete (ou como alguns conhecem, faca olfa )
  2. estilete de precisão ou bisturi
  3. régua de aço.
  4. jogo de esquadros
  5. lapis, caneta, pilot ou qq coisa que escreva.
  6. alicates. variados.
  7. lixa (tem de tudo que é tipo)
  8. paquímetro (embora concorde que usei pouqíssimas vezes)
  9. espátulas
  10. alfinetes
  11. etc.

Estilete


possuem variados fabricantes, formatos, tamanhos, tipos e usos.

seu objetivo principal é cortar ou talhar superfícies, embora eu acredite que ele ache divertido sua sede de sangue.
Como os modelos são variados, eu recomendo sempre que se escolha aquele que você se sentir melhor. Embora o corte de alguns materiais envolva estiletes específicos a la capitão nascimento, eu acredito que um estilete retrátil, tipo tramontina, resolva o problema.

Lâminas: embora tenham um certo complexo de excalibur, elas não são eternas. Então, o fio da lâmina vai indo embora com o uso. Quanto mais nova, melhor seu poder de corte. 
Bom, pra não ficar na base de troca-troca, as lâminas possuem um sistema de quebra. pode ser identificado pelas ranhuras na lâmina, inclinadas. o segredo é quebrar a lâmina nessa ranhura, da ponta ao final, a medida que ele for ficando cego. Recomendo o uso de um alicate para ajudar. Acabou, retire o eixo, tire o que sobrou, coloque outra, e vamos continuar o trabalho.

NÃO TENHA PENA DA LÂMINA. Elas são muito baratas para sofrer tanta.


Estilete de Precisão


Também conhecidos como bisturis, são apenas parecidos com seus primos chiques da medicina na cara. Na verdade, a mecânica é semelhante, mas as lâminas são bastante diferentes.





Estes estiletes não são minha primeira escolha. Se você é iniciante, e sua taxa de probabilidade de acidente ainda é de pelo menos 90%, esqueça ele. Reza a lenda que nas pradarias européias essa espécie é altamente voraz e faminta, preferindo se alimentar no abdomen e antebraços de suas vítimas.



Régua de Metal


Originária das paragens das siderurgias, sua principal função é apoiar o estilete no corte do material. Apesar dos esquadros apresentarem uma segurança com atrito no material a ser cortado, estes são muito frágeis, e por se tratar de material altamente preciso para desenho técnico, a de se convir que seja melhor utilizar um material mais resistente.

Normalmente são encontrados em duas tipologias, as de aço e as de alumínio. Dê preferência ás de aço, pois as de alumínio costumam possuir a borda arredondada, facilitando o ataque voraz do estilete.







Régua de Aço


Não recomendo seu uso com estiletes de precisão para materiais muito duros, somente papéis e cartões de baixa e média gramatura.




Régua de Alumínio




Esquadros

A dupla dinâmica do trabalho acadêmico de arquitetura, nada seria possível sem eles.

Adoram trabalhar em dupla, mas cada um tem sua própria especialidade. É uma coisa meio Mario e Luigui.

Sempre serão em os mesmos modelos: 45º e 30º/60º. Basta olhar com atenção que se nota a diferença.

Servem para muita coisa, mas devemos ter cuidado quando o assunto é corte ou riscar algo com metal. Por serem em acrílico (fuja dos de plástico, como fugiria da meia suja de futebol do seu irmão), perdem material com facilidade, empenam com facilidade e quebram com facilidade. A única coisa com dificuldade é a perda de precisão.





Cuidados especiais (!!!)

  1. nunca, mas nunca mesmo, deixar no sol. o bichinho sofre muito, fica todo deformado, depois ninguém mais gosta dele, e fica solitário. Coitado.
  2. use somente lápis e canetas especiais com ele. os esquadros costuma ter alguma alergia á canetinhas e nanquim mal utilizado.
  3. coloque sempre dentro de uma pasta ou transporte entre livros e cadernos. Um pedido feito sempre pelo Sindicato dos Esquadros é o uso de EPIs especializados. Como não existem ou são difíceis de achar, vemos pontas quebradas, rachaduras, arranhões, até a morte prematura do indivíduo.
  4. aproveitando o item anterior, nunce deixe dentro da bolsa ou mochila. Além dos problemas anteriores, é possivel que o esquadro desenvolva uma escoliose crônica e nunca mais seja o mesmo.
DICA: Para maquetes, prefira os de tamanho médio a grande.

Instrumentos de escrita


Cada material tem uma afinidade maior com um equipamento.
Assim vemos lápis preferindo papéis e cartões. Pilots preferindo plásticos e acrílicos e canetas onde conseguir escrever.

Mas tome muito cuidado. DICA: teste antes para você saber como vai se comportar. Pilots escrevem bem em papel, mas este por ser muito absorvente pode espalhar a tinta. Grafites escrevem em plásticos, mas com muita dificuldade. E canetas costumam ser muito teimosas e não sair do material escrito quando solicitadas.... 



Paquímetro 

Instrumento de precisão, apenas para trabalhos onde são solicitados, ou o nível de T.O.C. do usuário.

Mede em até 3 casas decimais. Podem ser manuais (mais baratos, mas não espalha...) até os eletrônicos.

Fica a critério. É bom para conferir aquela largura de um edifício ou o diâmetro de um cabinho....




Materiais Auxiliares


O restante fica dependendo do material e do trabalho realizado. Estou me referindo ás lixas, colas, fios e cabos, alicates, alfinetes etc.

Fico devendo quando falar dos casos específicos.


Bom, espero ter ajudado.

A maior dica que deixo é: ao comprar o material, se prepare para gastar. E compre somente o que vai usar e se sentir mais confortável.

Afinal, se você prefere sunga, para que usar samba-canção?


Forte abraço a todos.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Sim elas existem - NORMAS DE SEGURANÇA

Antes de mais nada, importante saber as normas de segurança mais usuais, e tipos de situações onde aplicá-las.

Vamos começar com as malfadadas (coitadas...) MAQUETES !



Ok, ok, por enquanto ninguém precisa encarar uma loucura dessa. Vamos começar do princípio.

Pra começar, adoro quando alguém que acabou de ingressar na faculdade vem com a famosa pergunta:

--" mas, por que fazer maquetes? hoje ninguém mais faz isso", "temos computadores que modelam qualquer coisa", "impressoras 3D que fazem modelos" , "o cliente não paga", etc...

Pois bem, respondendo á pergunta: porque somos todos trouxas!

As maquetes, ou modelos volumétricos, nos permitem total compreensão do espaço e objeto desenhado.

tá, vai me dizer que um modelo eletrônico explica melhor que isso. Quero ver você
preparar a impressora 3D!!!


Infelizmente, no Brasil, "aprendemos" a usar os programas de modelagem, que aceleram nosso trabalho, e são mais baratos para apresentar o projeto ao cliente. Certo? Errado!!!

Na verdade devemos sempre lembrar que somos treinados na nossa visão espacial. Ao traçarmos uma linha, para o cliente ela é apenas uma linha ( e até meio torta, diga-se de passagem...) mas para nós ela é muitas vezes a diferença entre a viabilidade de uma construção, a margem de uma laje, a separação de um espaço de revestimento, ou mesmo, a diferença entre o topo e a base de um edifício. 

Logo, precisamos ver mais do que uma simples linha. E nossos desenhos são a mesma coisa. As " horas" perdidas com um simples modelo se convertem em "milênios" de soluções claras e decisões rápidas. Ahhhh, haja tylenol!

Normas de segurança

Vamos lá, coisas que você deve saber antes, durante e depois de projetar-desenhar-executar-amar suas maquetes.


  1. a maquete ama você. Acredite.
  2. não, o estilete não te odeia. Aprenda a manuseá-lo.
  3. Sim, o estilete é perigoso. Não brigue com ele, são temperamentais.
  4. assim como integrantes de um elenco de novela, temos diversos materiais: os frágeis, os duros, os molinhos, os traiçoeiros, os encrenqueiros, etc. Aprenda sobre cada um, e você entende mais o episódio final.
  5. a maquete não é uma imagem da realidade, mas uma expressão do projeto. então, dependendo da escala, esqueça vigas, cabos, reações de tensão e compressão, textura entre outros.
  6. uma vez Einstein, num momento de pura descontração, tomando uma tequila com alguns amigos disse: " a imaginação é mais importante que o conhecimento." Esperemos que ele tenha tido um lampejo de genialidade e não que fosse problemas com garotas.... tsc,tsc.
  7. cortou o dedo? faz curativo e recomeça. ela não terá pena de você. Aliás, ela deve é tá rindo. E muito.
Bem, de resto é respeitar os elementos, que vou apresentar a seguir. 



Amplexos!


Bem vindos amigos e demais desesperados!

Este espaço (bem, virtual, mas todos entenderam.....) foi criado para trazer uma pequena luz aqueles ávidos estudantes sofredores que, por motivos que acho melhor para eles nem comentar aqui (!) foram deixando os estudos para ficar de paparico em chats e redes sociais da vida ao invés de se dedicarem aos estudos (claro que não é o caso de todos. Sejamos justos, alguns foram ao shopping, á praia, ficaram vendo seu time de urubus perder na tv, etc.).

Como diversos materiais aqui presentes PROVAVELMENTE firam extraídos da internet, me desculpem por diretos autorais. Na medida do possível coloco aqui os endereços originais.

Por favor, caso seja vosso pobre professor aqui a ficar pagando mico em videos ou fotos, relevem.





A brincadeira aqui é conhecer um pouco mais das várias formas de representação para este e demais alunos que tenham "brancos" das idéias.


Espero que possam usufruir de tudo.

Amplexos!!